27/07/2020

Estadão publica artigo feito pelo vice-presidente de Engenharia da Concremat

Na edição desta quarta-feira, 22/07, o jornal O Estado de São Paulo (Estadão) publicou um artigo do vice-presidente de Engenharia da Concremat Arthur Sousa. O tema abordado foi “Engenharia 4.0”. Ao longo do texto, Arthur mostra quais são as características que o engenheiro de hoje precisa ter. Nosso vice-presidente de Engenharia também explica que na última década, a 4ª Revolução Industrial impactou drasticamente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos e como o profissional de engenharia deve se adaptar a isso. Leia abaixo a matéria na íntegra.

O antigo clichê do engenheiro como profissional estritamente racional, técnico e sem habilidades relacionadas à área de humanidades está ficando para trás. O engenheiro de hoje também precisa de agilidade, análise crítica e sistêmica, flexibilidade e controle emocional para avaliar os cenários e enxergar como melhores alternativas para cada situação. Para tanto, características humanas essenciais como adaptabilidade, criatividade, comunicação, inovação, influência e comportamento ético são fundamentais.

Diante disso, o Conselho Nacional de Educação (CNE) adotou uma iniciativa de revisão como Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia. Iniciado em 2018, esse processo de busca é adequado para a formação em Engenharia às demandas contemporâneas (e futuras) da sociedade, da economia e do meio ambiente.

Na última década, a 4ª Revolução Industrial impactou drasticamente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Alcançamos um grau de conectividade nunca experimentado. Hoje temos uma tempestade de dados gerados com computação quântica, um Big Data, uma Internet das Coisas, uma inteligência artificial ou aprendizado profundo e robótica – que se retroalimentam, uma evolução contínua. Tudo passa a estar interligado em um enorme ecossistema. A mudança foi acelerada de uma forma como já havia sido presenciada, transformada em inovação e interrompida em premissas permanentes em todos os aspectos da vida. É uma mudança de paradigma, não apenas mais uma etapa do desenvolvimento tecnológico.

Nesse contexto complexo e dinâmico, percebeu-se que é necessário transcender ou caractere técnico que tinha até agora nos cursos de formação superior de Engenharia. Uma estrutura atual de um conjunto obrigatório de requisitos aplicáveis, com foco na avaliação de aspectos reais, conceitos e procedimentos. Nenhum novo modelo, como universidades passam a pensar em uma formação não a partir do conteúdo técnico, mas as competências necessárias para o engenheiro para que ele atue de forma proporcional à proposta de soluções inovadoras para os desafios que causam impacto no dia a dia da profissão.

Não trata menos o conhecimento técnico, mas garante um olhar holístico, multidisciplinar e abrangente para esse novo profissional. Essa mudança vem em linha com a valorização das habilidades comportamentais (como soft skills) que já estão presentes no ambiente empresarial hoje. Significará como parte técnica as habilidades necessárias para sua utilização e os requisitos essenciais neste novo cenário que as experiências atualmente.

Para garantir que as novas Diretrizes Curriculares Nacionais Norte os cursos de graduação em Engenharia para atendimento a esse novo perfil profissional, ou CNE convidando representantes de entidades usadas no setor para opinar e participar da elaboração do documento. Entre essas entidades estão a Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) através do MEI – Mobilização Empresarial pela Inovação.

O produto desse esforço conjunto está sendo lançado agora na forma de um guia de suporte à implantação de DCNs nas universidades. Daqui para a frente, caberá às instituições de ensino que utilizam essas alterações em suas notas, efetivando a prática ou o que foi proposto conceitualmente.

O engajamento do MEI nesse trabalho simboliza um movimento de colaboração direta do setor empresarial com o meio acadêmico. Essa parceria fornece um olhar preciso e fundamentado sobre as exigências reais que apresentam desempenho das atividades de engenharia, com foco em inovação. Como universidades se beneficiam da experiência prática praticada por empresas, e como empresas se beneficiam com a formação de profissionais prontos para atuar de forma eficiente no contexto contemporâneo. É um jogo em que todos ganham.

Esse novo profissional é uma peça chave para que haja uma maior entrega de valor na engenharia e na infraestrutura. Enquanto não vem essa próxima geração, como empresas que lideram esse movimento, atuando como agentes de mudança de engenharia que já está aí, formado e ativo no mercado. Um desafio e uma responsabilidade para nós.