28/08/2018

Começa a primeira fase da construção do Porto de São Luís

A primeira fase da construção do Porto São Luís, no Maranhão, já está em andamento. Nos últimos meses, tiveram início as atividades de terraplenagem na área, segundo as normas dos órgãos ambientais municipais, estaduais e federal, com a retirada da camada superficial de solo, montagem do canteiro de obras, e a continuidade das sondagens em terra (onshore) e no mar (offshore) na futura localização do cais e do píer de acesso ao cais.

A obra abrange uma área de dois milhões de metros quadrados onde serão construídos seis berços de atracação, sendo quatro na primeira fase. Com investimento de R$ 800 milhões, a previsão é que a primeira fase seja concluída em quatro anos. A estimativa é de geração de 2,5 mil empregos diretos durante esta primeira fase, além dos empregos indiretos, sempre priorizando a contratação de mão de obra local. O pico de obra é previsto para ocorrer entre junho de 2019 e abril de 2021.

Este será um dos maiores portos de produtos a granel do Brasil, com um corredor logístico que envolverá o escoamento da produção de estados do Nordeste e Centro-Oeste. O movimento de cargas será de 7 milhões de toneladas de grãos por ano, 3 milhões de toneladas de fertilizantes/ano, 1,5 milhão de toneladas de carga geral/ano e 2,5 milhões de m³ líquidos/ano. A capacidade dos navios que utilizarão o porto está definida entre 125.000 DWT e 45.000 DWT (sigla em inglês para capacidade de carga do navio em toneladas).

A grande diversidade no conjunto de construções a serem executadas, incluindo edificações pesadas em terra e no mar e obras de artes especiais (OAE), como viaduto, acesso rodoferroviário e linha de transmissão de energia elétrica, é um dos desafios da equipe multidisciplinar de engenheiros da Rota Nordeste, composto pela Concremat e pela SHEC.

“É preciso muito planejamento e gestão para lidar com projetos de grande porte e alta complexidade. Na área marítima, por exemplo, superamos adversidades como a grande oscilação da maré da região, que chega até a 7 metros. Para isso, investimos em conhecimento técnico, inovação e pesquisa e desenvolvimento”, avalia Ricardo Bueno, vice-presidente da área de EPC da Concremat.