06/11/2017

Concremat promove debate sobre os desafios para investidores chineses

O setor de Infraestrutura no Brasil vem atraindo investimentos de mais de 200 empresas chinesas e novas oportunidades continuam surgindo. A Concremat Engenharia e Tecnologia, em parceria com o Banco Modal, promoveu nesta segunda-feira (30/10), em São Paulo, a mesa-redonda “Desafios para investidores chineses em projetos de infraestrutura no Brasil”. Para que esses empreendimentos sejam bem-sucedidos, os participantes do debate concordaram que é preciso alinhar as expectativas e os objetivos dos investidores com a realidade brasileira, criando estratégias que levem em conta as diferenças culturais e de gestão de negócios, além de aspectos ligados às leis, aos meios de financiamento e também às questões trabalhistas e ambientais.
O evento foi realizado na Sociedade Harmonia e contou com cerca de 100 convidados, entre eles representantes de dezenas companhias chinesas. “O governo do presidente Xi Jinping tem a intenção de continuar firmando parcerias com o Brasil, que irão contribuir para um futuro glorioso e próspero para as duas nações”, afirmou na abertura Yu Yong, Conselheiro Econômico Comercial da China em São Paulo.
Em seu discurso, o CEO da CCCC South America Regional Company, Li Lin, destacou que o grupo pretende ampliar e diversificar a atuação da Concremat no Brasil e na América Latina. “Com toda a sua experiência, a Concremat também nos presta serviços fundamentais, ajudando a mapear oportunidades em projetos de infraestrutura e, dessa forma, contribuindo e auxiliando outras empresas chinesas que querem investir no país”, disse o executivo.
Mesa-redonda
Com mediação do Presidente Executivo da Concremat, Mauro Viegas Neto, a mesa-redonda teve a participação de Qu Yang, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios e Administrativo da State Grid do Brazil Holding S.A.; Eduardo Centola, sócio gestor do Banco Modal e responsável pela área de Investment Banking; e Arthur Sousa, Vice-Presidente Executivo da Concremat.
O debate foi lançado com um indicador trazido por Mauro Viegas Neto. “Segundo dados do Project Management Institute (PMI), 72% dos projetos de engenharia falham. Entre as principais razões estão as inadequações de orçamento, prazo, qualidade e objetivos”, explicou.
Durante o debate, foram abordados temas como análise de investimentos, financiamento, questões ambientais e trabalhistas, engenharia e construção no Brasil, cadeia de suprimentos, além de aspectos relacionados à comunicação, hábitos e diferenças culturais Brasil-China.